sexta-feira, 8 de maio de 2015

Pudim sem lactose

Primeira recomendação: se você é louco por pudim como eu, não experimente comparando com a versão original. Vá de mente aberta  para experimentar uma nova sobremesa muito saborosa. A textura é delícia, mas é diferente do tradicional pudim feito com leite condensado, leite e ovos. 

Essa receita é da Nanda Carneiro, mas, obviamente, a pessoa aqui não se segura e fez algumas modificações nos leites usados. E o próximo será ainda mais diferente porque meu objetivo agora é tentar fazer com que o pudim fique mais cremoso. Ela usa na receita original leite de amêndoas e leite de coco. Eu usei leite de amendoas (o normal que usamos, batendo as amendoas a coando), creme de castanhas (um leite de castanhas de caju, mas eu bato muitooo tempo até virar um creme e você não sentir nenhum pedaço da castanha) e leite de coco.

6 ovos (peneire a gema para tirar o gosto de ovo)
150 mL creme de castanhas de caju (1/2 xícara de castanhas cruas de molho por algumas horas. Depois bate muito com 1 xícara de água)
150 mL leite de amêndoas
100 mL de leite de coco
3/4 xícara de açúcar demerara + 3/4 pra calda
1/4 xícara de água quente
1/2 fava de baunilha
1 colher de café de farinha sem trigo (usei um mix pronto, mas acho que se você não tem um mix, usa fécula de batata. É só pra ajudar a dar liga mesmo, tanto que é uma quantidade bem pequena)



Essa receita da calda da Nanda salvou minha vida. Calda sempre foi um problema pra mim, já perdi a conta de quantas queimei. Mas desse jeito que ela ensina dá super certo! Derrete 3/4 xícara de açucar demerara. Quando estiver marrom, vá colocando a água quente aos poucos. Transfira para a forma de pudim e espalhe. Enquanto você faz isso, ela vai endurecendo. E enquanto esfria, você bate o pudim. 

Bata no liquidificador os ovos, leites e creme de castanha, açúcar, fava de baunilha (só as sementes de dentro) e a fécula de batata até ficar homogêneo. Despeje na forma de pudim e leve ao forno em banho-maria a 180 graus por 40 minutos. Os primeiros 20 minutos você deixa coberto com papel alumínio e os 20 minutos finais sem o papel. 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Cuscuz sem lactose II

Eu tirando foto sou uma excelente advogada heheheheheh

Essa receita já rolou por AQUI numa versão "porção individual". Dessa vez eu resolvi fazer a porção para servir num almoço aqui em casa. Vou colocar a tradução em inglês no final porque foi um pedido dos amigos que provaram e queriam a receita. 

Apesar da foto estar estranha, o cuscuz ficou muito gostoso! Eu amo leite de coco e sempre achei que o cuscuz deveria levar só ele, nada de misturar o leite de vaca. E como sobrou um pouco do leite de coco caseiro que fiz, aproveitei pra juntar com um outro pronto que tinha em casa e saiu mais uma sobremesa para o almoço bem brasileiro que ofereci por aqui. Resultado: não sobrou nada pro dia seguinte :-(

Ingredientes:

3/4 xícara de tapioca
3/4 xícara de adoçante culinário (usei xylitol)
1 cs manteiga ghee 
1/2 xícara de coco ralado 
4 xícaras de leite de coco = 1 litro (eu misturei uma parte do leite de coco caseiro com uma lata de leite de coco orgânico que tem aqui. Esse industrializado é muito cremoso, funcionou muito bem misturado, mas acho que usar só o industrializado deixa muito forte).
1 pitada de sal






Leve ao fogo o leite de coco com a manteiga e uma pitada de sal. Num bowl, misture a tapioca, adoçante e coco ralado. Quando começar a ferver o leite, despeje em cima da tapioca e vá mexendo de cinco em cinco minutos  com um garfo pra não formar bolotas. A tapioca vai sugar todo o leite aos poucos. 

Quando estiver bem homogêneo, pode colocar na geladeira de um dia para o outro. No dia seguinte, é só desenformar e salpicar canela e coco queimado por cima. Delícia! Não precisa colocar leite condensado. O lance é sempre deixar a tapioca molhada, por isso tanto leite para pouca "farinha". Assim ele não fica com aspecto ressecado pedindo por um leite condensado por cima. 

Você também pode aumentar a quantidade de adoçante se quiser mais doce, mas eu curti muito assim mesmo. 


RECIPE IN ENGLISH 

Ingredientes:

3/4 cup of tapioca (there is no translation, but you can find in Brazilian supermarkets - see second picture)
3/4 cup of sweetener (xylitol)
1 tablespoon of butter or (ghee, the indian butter with no lactose) 
1/2 cup of desiccated  coconut
4 cups of coconut milk (I mixed half of homemade coconut milk and half of those we find at the supermarket. This is because I think the homemade has a less stronger flavour) 
A pinch of salt

Heat the coconut milk, butter (or ghee) and salt. In the meantime, mix the tapioca,  sweetener and desiccated coconut in a bowl. Pour the heated coconut milk over the tapioca and mix with a fork for five minutes. Keep mixing from time to time until the mixture is uniform. After cooling it, take to the fridge and leave there for 6 hours. Take it from the bowl and put in a large dish before serving. You can use more coconut on the top to decorate.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Tiramissu


Outro dia uma amiga turca perguntou se eu sabia fazer tiramissu. Não sabia. Aproveitei que o aniversário dela tava chegando e resolvi testar uma receita para dar de presente (e usá-la como cobaia hehehehe). 
Óbvio que não consegui seguir à risca nenhuma receita e acabei chegando nessa aqui. Na verdade, a primeira foto é a receita sem chocolate na massa. A última foto foi uma receita que fiz com chocolate. Na verdade, eu prefiro sem, mas eu não sou padrão, já que chocolate não é o meu vício. 

Segue a receita completa e você decide se coloca ou não chocolate. 

Ah! A maior dificuldade dessa receita é só ter uns bowls separados. Acho que o melhor é nem usar a batedeira de pé, mas sim aquelas de mão, assim você pode bater diretamente nos bowls separados e não ter que ficar lavando o da  batedeira toda hora. Fora isso, a receita é muito fácil. 

Rendimento: um pirex grande
Ingredientes:

3 ovos (separe as claras das gemas)
3 colheres de sopa de licor ou rum ou conhaque ou nada (no primeiro usei conhaque e no segundo não coloquei nada alcoolico)
1 xícara de açúcar
500 g mascarpone (tem gente que acha muito forte. Se for o seu caso, diminua. A marca que comprei aqui é muito suave, portanto, o gosto de mascarpone não fica muito forte)
500g de creme de leite fresco (o equivalente a uma garrafa)
2 xícaras de café forte
biscoito champagne sem glúten (ou normal mesmo, vai do seu gosto. A Schar  e Beladri já fabricam sem glúten. Eu acabei fazendo com glúten mesmo). Aqui a quantidade depende do tamanho do pirex e do biscoito que voce estiver usando
100 g de chocolate amargo 70% ralado (opcional)

Separe uns quatro bowls. Em um bata as claras em neve. No outro, o creme de leite em ponto de chantilly. No terceiro, bata as gemas com o açúcar. Misture delicadamente 2/3 do chocolate ralado, se for usar. No quarto bowl, bata o mascarpone até que ele fique macio e homogêneo. Junte à mistura do açúcar até incorporar. Coloque o creme de leite em ponto de chantilly e, por último, incorpore as claras em neve delicadamente.

Molhe o biscoito champagne no café forte e faça a primeira camada. Coloque o creme, biscoito molhado, creme até chegar ao topo do pirex, sendo que a última camada deve ser de creme. Salpique cacau em pó ou chocolate ralado (aquele 1/3 do tablete) e leve à geladeira.

Dica! O tiramissu sempre fica melhor no dia seguinte, portanto, façam no dia anterior e deixe na geladeira.

Depois é só tirar onda com essa sobremesa de nome chique, mas que, no fundo, é um grande pavê hehehehe

Bom apetite!

terça-feira, 10 de março de 2015

Baguete sem glúten


Eu tava querendo comer uma baguete bem quentinha com muito queijo dentro, bem gordice mesmo. Preparei na sexta e deixei a massa descansando a noite inteira. De manhã, foi só modelar, rechear e forno! Delícia de gordice!

Fazer pão é uma delícia, modelar a massa é uma terapia na minha opinião. O problema é que ainda não aprendi a fazer um sem glúten que seja idêntico ao normal e que seja tão fácil de trabalhar, mas vou melhorar. Por enquanto, fico muito feliz com esses que ando fazendo. Confesso que só o fato de saber o que estou comendo e colocar os ingredientes que eu gosto já fazem com que fique uma delícia. O recheio do meu foi queijo cheddar de verdade e do marido foi queijo de cabra com salame, delícia, delícia!

250 g mix de farinha sem glúten 
2 ovos
2 cs açúcar demerara ou mascavo (mas aí o pão escurece um pouco)
sal a gosto (1/2 colher de sopa é suficiente)
um sachet de fermento biológico
1 colher de sopa de ghee
1/4 xícara de água morna

Faça a esponja, ou seja, misture a água, fermento, açúcar e umas três colheres de sopa da farinha num pote até virar um creme homogêneo. Deixe descansar por uns 20 minutos até que espume (isso serve para verificar se o fermento está bom). Depois acrescente o restante da farinha e os demais ingredientes até ficar uma massa bem homogênea. Cubra com um pano úmido e deixe descansando para que cresça (deixei de um dia para o outro). 
De manhã, abri no formato que queria, recheei (vai do seu gosto. Como eu não sou intolerante, recheei com queijo, mas para o marido usei queijo de cabra e salame), pincelei com uma gema e forno 180 graus por uns 35/40 minutos. Fiz uns cortes no pão pra ficar bonitinho. Poderia ter esperado eles crescerem de novo mais um pouco, mas estava com fome hehehe


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Cookies de baunilha e chocolate

Eu amo biscoito, é a minha porcaria favorita. Se tem uma besteira que eu amo, é o tal do bicoito. E amo mais ainda o cookie. Aqui eu estou sofrendo horrores porque eles fazem cookies maravilhosos. Então, para não ficar igual cachorro olhando o frango da padaria, eu resolvi fazer em casa, do meu jeito e tentando não jacar tanto. Na verdade, já fiz algumas receitas diferentes, dependendo do que tenho em casa, mas nem sempre elas vem pra cá porque esqueço de medir.

Essa receita foi inspirada  nos cookies da Dorian Gastronomia (@doriangastronomia), mas aí adaptei para o que tinha em casa (e o que não tinha também! Quem é a pessoa que deixa faltar ovo em casa!?!?!?)


100 g ghee
80 g de açúcar mascavo
80 g de açúcar demerara
120 g sobra de leite vegetal (na verdade, esse leite foi meio mistureba, levou amêndoas, coco e castanhas de caju. Ficou uma delícia e com esse resíduo resolvi que eles deveriam virar biscoito)
50 g farinha sem glúten (usei um mix que tenho aqui)
1 colher de cha de fermento 
100 g chocolate 70% picado (ou em gotas)
1/2 fava de baunilha

Mistura todos os ingredientes, molda (melhor do que os meus, por favor! heheh) e leve ao forno 180 graus por uns 15/17 minutos. Transfira para uma grade para que eles esfriem. Eles não ficam muito duros, o objetivo do cookie é que ele fique molinho por dentro e é isso que me faz ser apaixonada por cookies. 





Massa pronta


Biscoitos esfriando


Salmão caramelizado

Salmão não é o meu peixe favorito, além de ser um peixe que eu não sei fazer bem. E quando fica ressecado eu não curto mesmo! Mas ele acabou vindo parar aqui em casa e eu acabei adaptando a receita de um livro paleo que comprei. As fotos não ficaram boas porque eu sou péssima tirando fotos e a luz aqui em casa não ajuda. Mas ficou muito bom!

Receita para duas pessoas

2 files de 200/300 g cada
1 colher de sopa de mel
1 colher de chá de mostarda Dijon
suco de 1/2 limão siciliano
1/2 colher de chá de gengibre ralado (opcional, mas fica uma delícia!)
Aqueça uma frigideira antiaderente com um pouquinho de óleo de coco ou azeite ou ghee. Espere esquentar bem. Doure o salmão dos dois lados por 3 minutos (se estiver mais alto o salmão, aumente para 4 minutos. Mas cronometre porque se passar demais fica ressecado). 

Enquanto isso, misture o mel, mostarda, limão e gengibre num pote. Quando o salmão estiver pronto, desligue o fogo e despeje a mistura de mel em cima do salmão e espalhe com a frigideira quente, virando o salmão para que ele pegue todo o molho. O mel vai caramelizar o salmão e ao mesmo tempo ajudar a ficar mais suculento. Como aqui estava muito frio, a frigideira esfriou rapido e acabei deixando um minuto (contado!) com o fogo ligado. 

Sirva com legumes. 







segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Biscoito de manteiga de amendoim - sem glúten e sem lactose

A tal pasta de amendoim agora está super na moda. Eu nunca tinha experimentado. Como muito a pasta de castanha de caju e de amêndoas. Resolvi comprar aqui uma pasta de amendoim mega natural, só os amendoins e pronto. Resultado: não curti.... Achei meio enjoativo, sei lá. Muito diferente das pastinhas de castanhas. Definitivamente não é o meu forte. Mas como eu sou exagerada em tudo, o pote era enorme e eu não queria mais comer.
Fuçando minhas novas aquisições culinárias, que incluem dois livros do Gordom Ramsay (que custaram 5 libras, ou seja, mais ou menos vinte reais cada!), achei uma receita de biscoitinhos de pasta de amendoim recheados com pasta de amendoim e geleia. Como eu não teria pasta de amendoim suficiente e não gostei tanto dela assim, resolvi adaptar a receita só colocando pasta de amendoim na massa, reduzindo o açúcar, tirando o glúten e tudo mais. Basicamente: thanks Gordom pela ideia, mas mudei tudo que você escreveu hehehehe

Então vamos lá!

70 g ghee
140 manteiga de amendoim
1 cc bicarbonato
100 g farinha sem glúten (um mix desses que vendem em qualquer loja de produtos naturais)
30 g farinha de amendoas
pitada de sal marinho
100 g de açúcar mascavo ou demerara ou adoçante culinário
sementes de 1/2 baunilha (ou 1 colher de sopa de extrato. Eu uso essa receita  AQUI da Pat Feldman)
1 ovo
Chocolate 70% ou geleia da sua preferência (fiz uma de raspberry porque era o que tinha aqui)

Pre aqueça o forno a 180 graus.
Coloque num bowl a farinha sem glúten, farinha de amêndoas, bicarbonato e sal. Misture.  Em outro bowl, bata a manteiga de amendoim, ghee e açúcar. Bata até ficar cremoso. Adicione a baunilha e o ovo. Acrescente aos poucos a mistura de farinhas até ficar homogêneo. Faça bolinhas e, com os dedos, faça um furo no meio. Coloque em uma travessa untada com papel manteiga (eu coloquei direto na travessa porque esqueci). Ponha pedaços de chocolate em alguns e geleia em outros (eu gostei muito mais do de chocolate, mas o marido gostou mais do de geleia). E leve ao forno por mais ou menos 12 minutos. Aï depende muito. Os meus acabaram ficando uns 16 minutos porque ainda não estavam dourados. Fique de olho após 10 minutos para que eles não passem do ponto. O certo é estarem douradinhos. Ainda quentes, passe para uma grade para que esfriem, mas não fiquem moles. Na grade eles "secam" melhor.
Não reparem nas fotos. Eu não sou muito boa para modelar as coisas. Geralmente fica tudo torto.





segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Torta de pêra - sem glúten

Essa receita, na verdade, é uma releitura da torta de maçã da tia Alice, que publiquei AQUI, só que mudei algumas coisas, a começar pela substituição da margarina pela manteiga, a maçã pela pêra e por aí vai. Então resolvi repostar, até porque mudei as medidas e tal.

E essa receita ganhou a sua vez por aqui hoje por dois motivos: meu pai postou uma foto de quando eu era pequena com meu avô e meu tio-avô e isso me fez lembrar as reuniões familiares regadas sempre a muita comida (com a torta de maçã, claro!) e bagunça. Além disso, tinha aqui em casa muitas pêras que vieram na cesta orgânica. E ai juntei as duas coisas: a vontade que deu de comer a torta de maçã e as pêras. Assim testo uma nova maneira de fazer essa torta e aproveito os ingredientes que estão aqui.

Uma coisa interessante foi que, enquanto fazia essa receita, lembrei que na primeira vez que tentei fazer essa torta, fiquei meio tensa e liguei pra tia Alice várias vezes pra tirar dúvidas. Só que hoje em dia a saúde dela não permite mais fazer essa torta e acho que nem tirar as minhas dúvidas. E confesso que até bateu uma insegurança de executar a receita hoje, já que me deu a maior vontade de comer a clássica torta de maçã e eu já comecei mudando a maçã pela pêra (eu adoro fazer isso.... de vez em quando me ferro, mas faz parte).

Não tentei fazer sem lactose, farei isso na próxima vez. Mas como o intolerante aqui em casa é o meu marido e já fiz outras sobremesas sem lactose para o jantar que vamos fazer aqui em casa, está tudo bem! Essa será a minha receita pra mim! :-)

Rendeu uma torta grande (fiz no maior pirex que tinha aqui)

Massa:

2,5 xic de farinha sem glúten
160 g manteiga gelada
suco de 1 limão
1 xícara de açúcar demerara (o mascavo vai deixar a massa escura) ou adoçante
1 cs fermento em pó (use 1/2 colher porque o fermento que tenho aqui é muito fraco)

Misture tudo até ficar uma farofa homogênea. Forre o fundo e as laterais de um pirex grande e alto com essa massa. Deixe descansar na geladeira por 1 hora mais ou menos.

Depois pegue duas pêras (ou mais, depende do tamanho da sua) e corte em fatias colocando por cima da massa (como queria bastante gostinho de pêra, fiz duas camadas de fruta). Ah! Não precisa descascar se for orgânica! Aliás, eu praticamente uso todas as frutas e legumes com casca (quando possível, claro), já que compro orgânicos. Não vejo necessidade de descascar. Primeiro porque tenho preguiça e segundo porque você perde nutrientes desnecessariamente.

Recheio:
450/500 mL de creme de leite fresco (depende do tamanho da garrafa que você comprar, já vi de 450 e 500)
4 ovos pequenos (se estiverem muito grandes, mude pra 3. E, se quiser, pode tirar a pele da gema, mas fica a seu critério)
5 cs açúcar demerara

Misture tudo e coloque por cima das pêras. Leve ao forno médio (180) por uns 40/50 minutos ou até dourar e ficar um pouco firme (não precisa esperar ficar tipo pudim na travessa não, ela fica mais firme quando esfriar!)

Bom apetite!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Pão de mandioquinha sem glúten e sem lactose

Essa semana, na cesta orgânica, veio mandioquinha (ou batata baroa. Mas aqui ela não tem o mesmo gosto da nossa, é um pouco mais suave) e aproveitei pra usá-la para um pãozinho delícia!

Ficou muito gostoso e não esfarelou muito, o que é uma vitória heheheheh

Quase esqueço de anotar a receita. Depois ia ficar igual uma doida tentando lembrar como fiz.

3 ovos
1 xícara de mandioquinha cozida e amassada (medi depois de cozinhar e amassar!)
2 xicaras de farinha sem glúten
1 cs gergelim (opcional)
1 e 1/4 xícara de água (vai depender aqui. A textura da massa parece de bolo)
1 cs fermento em pó (eu uso bicarbonato e acho que aí no Brasil rola de diminuir pra 1/2 cs. É porque aqui o pão tá crescendo menos por causa do frio)
1 cs ghee
1/2 cs sal
1 cs açúcar mascavo ou demerara

Bata os ovos com a mandioquinha cozida e ghee até formar uma mistura homogênea. Acrescentar a farinha e a água, sempre alternando. Junte o sal, açúcar, gergelim e o fermento. Coloque em uma fôrma de pão untada. Por cima, eu pincelei um pouquinho de azeite e mel (não muito!! É só pra ajudar a ficar douradinho) e gergelim. 

Asse em forno médio (180/200) por mais ou menos 25 a 30 minutos. Bom apetite!!!






segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Crumble de maçã - sem glúten e sem lactose

Como estava cheia de maçãs em casa e tinha um jantar pra preparar, a sobremesa que logo me veio a cabeça foi o crumble. E não é que ele foi aprovado pelas visitas!?


4 maçãs picadas (coloque limão quando cortar para que elas não escureçam)
1 xícara de leite de amêndoas (ou outro)
2 gemas
1/2 vagem de baunilha (so as bolinhas de dentro!)
30g açúcar demerara ou de coco ou mascavo

Coloque o leite na panela e deixe chegar quase a fervura.
Num bowl, coloque as gemas, açúcar e baunilha. Mexa bem. Vá incorporando o leite aos poucos (aos poucos mesmo!! Caso contrario voce vai cozinhar as gemas!!!)
Leve essa mistura ao fogo baixo mexendo sem parar ate que vire um creme (não vai virar um mingau, é um creme leve). 

Num pirex untado, coloque as macas e o creme por cima.

Pra fazer o crocante

3/4 xícara de farinha sem glúten
6 colheres de sopa de açúcar mascavo
1/2 xícara de aveia 
80 g ghee gelada (mas não muito porque ela fica dura)
1 colher de cha de fermento em pó
uma pitada de sal para realçar o sabor.

Faça uma farofinha com os ingredientes acima e jogue por cima do creme. 

Leve ao forno a 180/200 até ficar dourado.

PS: Se voce não quiser usar a mistura com gemas, pode fazer um mingau usando amido de milho. O creme com ovo, depois de ir ao forno, em alguns casos, pode mudar de textura, mas isso não tem problema. Se você usar o amido de milho, não correrá esse risco. Por outro lado, como já falei por aqui, não uso amido de milho porque a maioria deles são com milho transgênico. 

PS2: Se você quiser, pode servir com uma bola de sorvete. Eu não coloquei porque não tenho processador aqui para fazer o sorvete de banana que eu amo. E ainda não aprendi a fazer uma boa receita de sorvete sem lactose. 



(Já assado)

(Antes de ir ao forno)

(um chá para acompanhar e ajudar na digestão!!!)



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Cookies veganos de amêndoas e tâmaras

Com a sobra do leite de amêndoas hoje eu precisava fazer alguma coisa (até porque estou tendo que me virar com um frigobar!!!!!! Pra quem conhece minha casa e minha geladeira deve imaginar o meu sofrimento de não poder surtar tanto no mercado heheheh) e foi aí que saiu esse super biscoitinho saudável, sem nenhum açúcar a não ser o da tâmara. Delícia demais!!!!

1/4 xícara de resíduo de leite de amêndoa
1/4 xícara de tâmaras picadinhas (quase um purê. Deixei de molho para que elas ficassem moles)
1/2 xícara de aveia sem glúten
1 colher de sobremesa de oleo de coco
1 colher de chá de chia

Misture tudo até ficar bem homogêneo. Faça os biscoitinhos no formato de cookies e leve ao forno a 180 graus por uns 20 minutinhos. Depois, é só preparar o café pra devorar com os biscoitinhos.



Mousse de Avocado

Quem disse que não dá pra ser feliz e saudável na terra do fish and chips? 
Eu confesso que estava morrendo de saudade das minhas sobremesas mais saudáveis. E hoje aproveitei que saí relativamente cedo da faculdade e fui passear no mercado para comprar algo pra fazer. 

E aí dei de cara com esses avocados. Logo veio a ideia: mousse!!! Eu sei que já coloquei a receita muito parecida aqui, só que dessa vez eu queria falar do tal avocado e também do chocolate que usei, por isso vem esse post por aqui de novo.

Bom, a primeira coisa que temos que saber é que o avocado é um pouco diferente do nosso abacate. Na verdade, o que mais encontramos no Brasil é o abacate, que é maior e mais mole. Nos últimos tempos até encontro o avocado em algumas feiras (na da Barra, por exemplo, volta e meia ele dá as caras por lá). O avocado é mais encontrado por aqui e mais usado para fazer salgados (guacamole). Ele é mais firme, menor. E a casca do avocado é mais escura. O nosso abacate, quando está escuro, é sinal de que já está muito mole. O daqui já é mais escuro por natureza. Quando fui comprar hoje, peguei os mais escuros que encontre, já que não ia fazer guacamole....

E cheguei em casa com essas belezuras. Quando abri e vi que estavam no ponto, quase fui à loucura!!!!

Além do avocado, usei um chocolate 70% orgânico que achei no mercado (dá uma olhadinha na foto). Eu geralmente uso cacau, mas esse chocolate olhou pra mim e resolvi que ele ia entrar por aqui hoje.

A base é muito parecida com a receita que já coloquei aqui, só que não usei banana. Vamos ao que interessa!!!!

1 avocado (ou abacate)
50g de chocolate orgânico 70%
8 tâmaras deixadas de molho para amolecer um pouco (cuidado quando for comprar tâmaras!!! Certifiquem-se de que são apenas tâmaras, sem nenhuma glucose nem aditivo. Já fui pega de surpresa por uma caixa de tâmaras que tinha um monte de química!!!!)
1/4 xícara de leite de amêndoas
1 colher de chá de oleo de coco
1 liquidificador potente ou um processador (hehehee)

Tire a polpa do avocado e dê uma amassadinha pra não torturar o liquidificador. Bata com o leite de amêndoas e com as tâmaras. Enquanto isso, derreta o chocolate em banho maria com o óleo de coco. Quando a mistura do liquidificador estiver homogênea, misture o chocolate e bata bem. Coloque em potinhos e leve à geladeira por mais ou menos 2 horas. 

Fica uma delícia! e adoçado naturalmente!!!









Cogumelos

Eu juro que não ia colocar essa receita, até porque é um negócio muito fácil de fazer. Só que minhas amigas (principalmente a Carlinha) sempre pedem receitas nível 1 para fazer e impressionar. 

Bom, eu não sabia muito bem fazer cogumelos logo assim que eles começaram a pipocar nas prateleiras dos mercados. Só que depois de experimentar em alguns restaurantes e pesquisar um pouco, descobri que é a coisa mais fácil de se fazer. 

E como por aqui na Inglaterra os cogumelos estão sempre marcando presença e são muito práticos de preparar, eles volta e meia entram no cardápio aqui de casa. Assim, chego da faculdade e em menos de dez minutos sai um jantar digno de restaurante hehehe

Demorei mais escrevendo aqui do que fazendo a receita, mas vamos lá

1 bandeja de cogumelos (a minha tinha 400g)
1 cebola grande picada ou em meia-lua
1 cs cheia de ghee (cogumelos pedem manteiga hehehe)

Eu tirei um pouquinho da ponta do cogumelo (só  a parte mais durinha mesmo, mas isso não é vital para o sucesso da receita). Corte os bichinhos em lâminas. Coloque o ghee em uma frigideira e depois jogue as cebolas. Deixa caramelizar um pouco (ou seja, deixa ela ir fritando aos poucos, no fogo não muito alto. A cebola tem muito açúcar e se você ficar mexendo de tempos em tempos, ela não queima e carameliza, o que fica uma delícia!!!!). Quando elas estiverem bem douradas, coloque os cogumelos e vá mexendo por uns 3, 4 minutinhos. Esse é o tempo suficiente para que eles fiquem macios e pronto para o consumo. Não cozinhe demais para não despedaçar. É isso! 

Muito fácil, né? Não tem desculpa pra não ir pra cozinha.



quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Smoothie, vitamina ou milkshake de frutas vermelhas sem lactose

Essa era uma daquelas receitas que eu não ia colocar aqui, ate porque é uma vitamina (ou smoothie ou milkshake, pode chamar como quiser) simples, bem fácil. Mas eu surtei quando vi várias frutas vermelhas aqui na Inglaterra a preços populares. Alem do mais, trouxe 2kg de castanha de caju e na casa em que alugamos tem um liquidificador. Resultado: empolguei e resolvi colocar aqui. Muito mais por satisfação pessoal, já que todo mundo sabe fazer vitamina heheheh


1/2 xicara de castanhas de caju deixadas de molho de um dia para o outro (ou outra castanha que você preferir)
1 xicara de água
1 banana congelada
Mel ou agave ou outro adocante
1 xicara de frutas vermelhas (usei morangos, framboesas e mirtilos frescos, mas dei uma congelada pra dar o toque milk shake)

Bate as castanhas com a água até ficar bem homogêneo (bati uns cinco minutos). Depois acrescente a banana, o adocante e as frutas vermelhas (esse é o momento mais lindo porque a cor vai mudando!)

Agora é só servir!